Os tormentos da cidade gritam por comida. A gula grita com eles por compaixao e simpatia… que duelo. Eu limito-me a ouvir. Fechado a betao e vergas de ferro, olho-me nos reflexos do vidro que transporta o exterior. Na fabrica da frente as chapas de zinco aplaudem o silêncio, e com elas faço um vénia ao abandono. O orquestrado é interrompido pelo som ensurdecedor do estendal da vizinha.
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